sábado, 26 de dezembro de 2009

Casa para a crise



A pedido do Expresso, Souto Mouro projecta a "nova" casa para a crise com o preço simbólico de 100.000€ !!!

Agora...é o preço de que? Contempla os seus serviços? ou se a fizermos nós como no Saal*?

Interessante conceito, mas não penso que seja o apropriado a uma "crise", menos ainda o valor...


*SAAL -segundo o Ministério: "corpo técnico especializado que numa primeira fase experimental e em face das graves carências habitacionais designadamente nas principais aglomerações, aliadas às dificuldades em fazer arrancar programas de construção convencional a curto prazo e se destinava a apoiar, através das Câmaras Municipais, as iniciativas de populações mal alojadas" após 25 Abril

Noticia do Expresso

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Hutchinson

It's Your Ride from Cinecycle on Vimeo.


Das melhores publicidades que já vi. Um magnifico exemplo de uma boa publicidade. No final, todos queremos sair a andar de bicicleta :)

sábado, 24 de outubro de 2009

Momento da semana


Ay personas que son capazes de harcernos sonreir en segundos y hay otras que nos hacen sonreir durante dias...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Cantinho

23:15 Junho

O sol já vai longe e as persianas estão caídas, fechadas. Por elas espreme-se uma luz alaranjada que nasce do candeeiro da rua a não mais de 4 metros. Não corre uma única brisa e sente-se no ar um constante zumbido do PC a trabalhar, maldita ventoinha. O pequeno recanto é iluminado por uma lâmpada florescente que baba luz branca desde o cimo até aos frios azulejos brancos do chão que nada combinam com os floreados dos seus irmãos, mais pequenos colados à parede até ao metro de altura, transformando isto em algo frio, hospitalar, apesar do esforço de uma pequena parede pintada a vermelho-sangue-de-boi onde pendura um lindo quadro em tons de sépia. Folhas, folhas é o que aqui não falta, há folhas nos vidros, folhas nas paredes, na porta e na mesa. Desenhos, impressões, imagens, números e letras...nos olhos transporto o cansaço de todo um dia frente ao ecrã, na mão umas palavras para fazer não sei o que, não sei bem para quem, na outra umas estrelas vermelhas feitas pelo meu irmão...um estojo, canetas, marcadores, fita métrica, fita cola, cabos, livros, cadernos, chiclets, uma agenda, cds, um comando e até um jogo de lâmpadas de mínimos jazem espalhados pelas 3 mesas. Este recanto que tenho o gosto em chamar de estúdio/atelier (até brilham os olhos quando o digo) é uma grande parte de mim, Penso que algum dia daquela marquise estranha sairá algo brilhante ou bom e terei a minha história para contar na 3º idade. Já que saia algo, é bom, se faz com que sinta orgulhoso, ai então já compensa o tempo que cá passo! No verão o calor é o prato da estação, no inverno, a chuva que cai sobre a caixa do estores, parecem pregos sobre chapa, deixam-me por vezes surdo.
Mas eu não sou o único a contemplar este espaço como o Harry Potter tem o seu cantinho debaixo das escadas, este espaço também pertence a uma criatura peluda e sinistra, com olhos brilhantes e garras enormes.
Quando sai o sol por entre estes estores creme e a persiana já vai alta, sente-se logo a sua presença, delicada, aproxima-se com cautela, salta, escala tudo com o máximo cuidado, como se de uma pena se tratasse para depois CAIR abruptamente de cima seja lá do que for. A menina quer é deitar-se a apanhar sol e cuidado daquele que a toque, desaparece logo um dedo ou um olho.
Possuo este recanto já fez a pouco um ano, muita coisa por aqui se passou e muita vai passar, desta mesma espelunca escrevo os devaneios que vocês lêem e as ideias assumidas como arquitectura mais estranhas que possam imaginar....e tudo isto faz de mim e o que sou.

sábado, 13 de junho de 2009

Santos Populares

Pela primeira vez, deixei-me conduzir para a confusão dos Santos... e gostei, mesmo não sendo tradicional já que não comi nem sardinhas (uiii que boas...), não bebi cerveja (uiii..outra maravilha) e não andei pelas ruas com um manjerico debaixo do braço.

O melhor dos Santos é ir com os amigos... ora bem ... aqui vai a minha história juntamente com umas dicas..

Estacionar em Santos por volta das 20:00, logo espera-se 1hora pelos outros, sendo as 21h, mortos de fome procura-se um restaurante. São os Santos logo tudo cheio, depois de encontrar um no qual fazem 35 graus, encomenda-se, logo espera-se uma hora porque como bom português não prevenido tem um grelhador para 4 sardinhas e atende pedidos de 12 mesas, logo mais fome, logo comer que nem um louco pão com manteiga e salada e finalmente pagar, logo ar fresco, caminhar para a Bica grande(sugestão), logo... santos+multidão+música+rua de 80mx5m= CONFUSÃO TOTAL, onde passar é algo como ser levado por uma corrente indefinida que passa por uma "maquina de lavagem automática" onde não sabes por onde levas mas és empurrado em qualquer sentido, logo perdem-se as pessoas, e pisa-se o que não se deve, logo tentamos andar como as crianças em filinha india agarrados da roupa ou das mãos ou então levas alguém alto para não o perder de vista(uma bandeira também não é mal pensado).
Mal se consegue um lugarzinho junto a uma porta verde numero 13(por hipótese, não tem porque ser o 13)encontras sempre alguém que conheces, feliz da vida e mamado até as orelhas que dança qualquer coisa com uma fitinha de papel vermelha á cabeça(de preferência com uma marca de cerveja)logo tens de entrar na corrente e dançar até estares cansado e ser hora de ir para casa.
Isto tudo com aguinha fresquinha do Luso apoiante da fundação contra o cancro da mama...aquela da fitinha cor-de-rosa.

E VIVA OS SANTOS...para quem não foi...po ano há mais e vamos todos.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Google Earth / Maps

Hoje, domingo, numa daquelas conversas de amigos em que se fala de tudo e não se fala de nada, puzemo-nos me a pensar...O que é realmente o Google Maps? 

Photobucket

a) Uma ferramenta de trabalho?
b) Um mapa auxiliar e didáctico?
c) Um mapa inteligente para pessoas que não sabem usar aqueles pergaminhos dobradinhos,que depois de aberto ninguém os dobra de novo bem, guardados naqueles compartimentos estranhos que os carros tem sempre cheios de papéis e lixo, Cds e uma caneta...sim...sempre há uma caneta...no caso de ser necessário apontar a matricula de algum "espertinho"...
d) É bom ou mau?
 ...de tantas e tantas possibilidades pode ele ser...e ser usado....

Realmente como ferramenta de trabalho é algo fenomenal, como arquitecto..(aspirante) é algo fantástico, algo que está ao alcance de um clic, que em segundos nos leva de uma cidade a outra, podendo fazer comparações e rápidos estudos sem o mínimo custo adicional (sim, hoje em dia tudo tem custo adicional). Com o Google "viajamos" sem custos, sem hotéis, sem turistas, sem roubos e percorremos kilometros sem bolhas nos pés ou dores nas costas das mochilas. Isso é realmente positivo?  O Google Maps, ajuda-nos a identificar/encontrar sítios, ruas, edifícios e lojas, mas... acho que deve ficar por ai. Não é um método para conhecer nada, e muito menos com a nova ferramenta "vista de rua". Eu mesmo o uso com frequência e quando viajo gosto de "ver" com o que me vou deparar. É assustadoramente fantástico usar a vista de rua porque conseguimos visualizar o que seria estar naquela rua/avenida naquele momento em que a foto foi tirada (ainda não é instantaneo).

Ultimamente tenho viajado muito e concretamente neste último mês, 4 dias Itália (Milão),  na semana seguinte mais outros 4 dias em Espanha (Barcelona) e na próxima semana estarei uma semana em Áustria (Viena). Tudo isto fruto do meu esforço e trabalho, com empenho na minha formação e aprendizagem. (Prometo mais tarde um post a contar as minhas aventuras). É verdade que podemos ver o mesmo "aqui" que "lá" e sem gastar um cêntimo, mas e o aroma, o toque, a temperatura e as pessoas? A convivência? A "vista de rua" consegue dar-nos isso?
Para mim, esses são aspectos fundamentais de um lugar... a pedra lascada que reveste aquele muro grosso ao fundo e o toque das pedras polidas pelo tempo debaixo dos meus pés, o aroma "destas" plantas colocadas na janelas que caem sobre o caminho e sobre nós, fazendo-nos respirar mais profundo absorvendo-o, o esforço de subir "esta" montanha sem  já conseguir-mos com as pernas, e os sons alvoraçados provenientes de pessoas que passam por nós ou em sentido contrário. São pequenas coisas que definem os lugares e os marcam. É necessário estar presente. O Google não nos dá isso, por enquanto...

Há quem diga que o Google é mau porque nos rouba a privacidade, mostrando coisas que as nossas vedações ou muros antes impediam. E que fazemos a esta invasão tecnológica? Devemos fugir quando virmos um carro da Google com câmaras? Ou devemos estar atentos e ter os nossos segundinhos de glória? (Sim segundos, à velocidade que as coisas andam já só nos restam segundos de estrelato). Aparecemos vestidos de florescente ou a fazer o pino? Ou melhor...um painel que diga "Mãe, eu estou no Google".

O google é algo que cada vez mais me deixa de boca aberta e me espanta a cada dia que passa começando pelo seu local de trabalho e a sua politica, sendo a meu ver excelente. 
Acho que é uma poderosa ferramenta se a exploramos mas atenção Srs do Google...as pessoas tem limites e há coisas que não há necessidade de ser vistas, mas como saber o que se pode e não mostrar?

Ao mesmo tempo, que faríamos nós hoje em dia sem ele? Já dependemos não só do Google maps como de todo o MUNDO GOOGLE. 

Deixo ao vosso critério...afinal é bom ou mau podermos ter acesso a esta ferramenta?....